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Chás e plantas medicinais podem fazer parte de hábitos familiares e culturais, mas “natural” não significa “sem risco”. Plantas podem causar reações adversas, apresentar contraindicações e interagir com medicamentos. Gestantes, crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e quem utiliza medicamentos continuamente devem ter atenção especial. O conhecimento sobre plantas está presente há gerações na Amazônia. […]
Chás e plantas medicinais podem fazer parte de hábitos familiares e culturais, mas “natural” não significa “sem risco”. Plantas podem causar reações adversas, apresentar contraindicações e interagir com medicamentos. Gestantes, crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e quem utiliza medicamentos continuamente devem ter atenção especial.

O conhecimento sobre plantas está presente há gerações na Amazônia. Chás, infusões e preparações caseiras fazem parte da rotina de muitas famílias de Manaus e de municípios do interior do Amazonas.
Reconhecer esse valor cultural não significa tratar todas as plantas como inofensivas.
A própria Anvisa alerta que produtos naturais e medicamentos fitoterápicos podem apresentar riscos quando utilizados de maneira inadequada e que a ideia de uma solução “100% natural e sem riscos” merece cautela.
Não necessariamente.
É importante separar os conceitos.
É uma espécie vegetal utilizada com finalidade relacionada à saúde conforme determinado conhecimento ou tradição.
É uma forma de preparo que pode utilizar partes de plantas.
É um medicamento produzido a partir de matérias-primas vegetais e sujeito a requisitos específicos de qualidade, segurança e eficácia.
A Anvisa diferencia medicamentos fitoterápicos de outros produtos e estabelece critérios para sua regularização.
Isso significa que um chá preparado em casa e um medicamento fitoterápico industrializado não devem ser tratados automaticamente como equivalentes.
Não.
Uma substância de origem natural continua sendo capaz de produzir efeitos no organismo.
O risco pode depender de fatores como:
Por isso, utilizar uma planta porque “sempre funcionou para outra pessoa” não garante que ela seja adequada para todos.
Pode.
Plantas e medicamentos podem produzir efeitos sobre os mesmos sistemas do organismo ou modificar a forma como determinados medicamentos atuam.
Interações são especialmente relevantes para quem utiliza:
A Anvisa mantém materiais específicos sobre contraindicações, precauções, efeitos adversos e interações de fitoterápicos.
Não existe uma resposta única válida para todos os chás e todos os medicamentos.
O mais seguro é informar ao médico ou farmacêutico quais produtos utiliza, inclusive:
Essa informação ajuda na avaliação de possíveis interações.
Um chá não deve ser utilizado para substituir automaticamente um tratamento prescrito.
Também não é indicado:
Se houver dificuldade ou efeito indesejado durante um tratamento, a conduta deve ser discutida com o profissional responsável.
Alguns grupos merecem cuidado adicional.
| Grupo | Por que exige atenção |
|---|---|
| Gestantes | Algumas substâncias não são indicadas na gestação |
| Pessoas que amamentam | Compostos podem exigir avaliação específica |
| Crianças | Doses e segurança variam conforme idade |
| Idosos | Maior frequência de doenças e medicamentos |
| Pessoas com diabetes | Possíveis efeitos sobre controle metabólico |
| Pessoas com hipertensão | Algumas substâncias podem interferir na pressão |
| Pessoas com doença renal | Eliminação de substâncias pode estar alterada |
| Pessoas com doença hepática | Metabolização pode exigir cuidados |
| Quem usa vários medicamentos | Maior possibilidade de interações |
Não.
A ideia de que um chá é automaticamente seguro durante a gestação porque é natural está incorreta.
A segurança depende da planta, quantidade, concentração e fase da gestação.
Por isso, gestantes devem informar ao profissional do pré-natal sobre chás, plantas medicinais, suplementos e outros produtos utilizados.
O fato de um chá ser consumido por adultos não significa que seja apropriado para crianças.
Idade, quantidade, espécie vegetal e objetivo do uso precisam ser considerados.
Em crianças pequenas, especialmente diante de sintomas, o mais adequado é buscar orientação profissional antes de utilizar plantas com finalidade terapêutica.
Pessoas idosas frequentemente utilizam vários medicamentos, o que torna a comunicação sobre plantas e suplementos ainda mais importante.
Ao levar uma pessoa idosa à consulta, pode ser útil apresentar uma lista com:
Isso fornece uma visão mais completa da rotina.
Ao comprar um produto industrializado, alguns critérios ajudam na avaliação.
Evite produtos sem origem clara.
Observe ingredientes, forma de uso, advertências e condições de armazenamento.
Não utilize produtos vencidos.
Expressões como “cura garantida”, “sem nenhum risco” ou “substitui qualquer medicamento” merecem cautela.
Mais produtos não significam mais benefício.
Principalmente quando existe tratamento contínuo.
Não.
Suplementos alimentares possuem finalidade própria e também não devem ser tratados como medicamentos capazes de curar ou tratar doenças.
A Anvisa reforçou em 2026 que suplementos alimentares são destinados à suplementação de nutrientes ou outras substâncias permitidas e não podem ser apresentados como produtos para cura, tratamento ou prevenção de doenças.
Quando houver indicação para utilização de vitaminas ou suplementos, a Bemol Farma oferece produtos de diferentes categorias. Também é possível consultar linhas de suplementos vitamínicos e minerais disponíveis na Bemol conforme a necessidade e a orientação profissional.
Não necessariamente.
A necessidade depende de fatores como:
Tomar uma quantidade maior do que a necessária não significa obter mais benefícios.
A escolha de um suplemento deve considerar a finalidade e as orientações de uso.
Calor e umidade também interferem na conservação de alimentos e produtos.
Para produtos embalados:
Produtos naturais também podem perder qualidade quando armazenados inadequadamente.
O clima de Manaus também exige atenção à conservação de alimentos.
Alguns hábitos importantes são:
Esses cuidados são especialmente importantes em refeições preparadas para levar ao trabalho, escola ou viagens.
Suspenda o uso e procure orientação quando houver uma reação inesperada.
Sinais graves, como dificuldade para respirar, alteração de consciência, inchaço importante ou piora rápida, exigem atendimento imediato.
Quando possível, leve a embalagem ou informe exatamente qual produto ou planta foi utilizado.
Uma conversa simples pode prevenir problemas.
Informe:
Não é necessário esconder o uso de uma prática tradicional. Essa informação ajuda o profissional a avaliar a rotina de maneira mais completa.
Sim. Algumas plantas podem provocar efeitos indesejados, ter contraindicações ou interagir com medicamentos.
Não é indicado substituir um tratamento prescrito sem orientação profissional.
Depende da planta e do medicamento. É importante informar ao médico ou farmacêutico o que utiliza.
Não. A segurança varia conforme a planta, concentração e situação individual.
A segurança depende da idade, planta e finalidade. Para crianças pequenas ou diante de sintomas, procure orientação.
Não. Medicamentos fitoterápicos são produtos regulados e possuem características próprias de fabricação e controle.
Suplementos não devem ser apresentados como substitutos de medicamentos ou tratamentos.
O uso deve considerar a necessidade individual. Doses maiores não significam necessariamente maior benefício.
Chás e plantas medicinais fazem parte de conhecimentos e tradições presentes na Amazônia, mas o uso responsável exige reconhecer que substâncias naturais também possuem efeitos sobre o organismo.
Informar ao profissional de saúde sobre chás, medicamentos, vitaminas e suplementos é uma maneira simples de reduzir riscos de interações e uso inadequado.
A Bemol Farma reúne produtos de saúde e bem-estar para diferentes necessidades. Ao escolher vitaminas, suplementos ou outros produtos, é importante seguir as informações da embalagem e a orientação profissional quando necessária.
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